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OAB-PB articula, junto ao CFOAB, análise de constitucionalidade da Lei Antifacção no STF

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Os presidentes das Comissões do Tribunal do Júri e de Direito Penal da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), Neto Gouveia e Junior Moura, respectivamente, encaminharam ofício ao presidente da OAB-PB, Harrison Targino, solicitando que seja providenciada, junto ao Conselho Federal da OAB, uma análise da constitucionalidade dos §§ 8º e 9º do art. 1º da Lei Antifacção, que entrou em vigor no último mês de março.


O presidente da OAB-PB, Harrison Targino, acolheu o pedido e garantiu que dará continuidade ao pleito no Conselho Federal da OAB, para que o caso seja levado ao Supremo Tribunal Federal (STF).


“É imprescindível garantir o direito de defesa em sua mais ampla extensão, conforme o preceituado na Carta Magna. Este tema será submetido ao Conselho Federal, a fim de que possamos provocar o Supremo Tribunal Federal e assegurar o pleno restabelecimento dos preceitos constitucionais básicos”, afirmou Harrison Targino.


O presidente da Comissão do Tribunal do Júri, Neto Gouveia, afirmou que a “Lei Antifacção atropela princípios do processo penal e do direito penal, ao retirar a competência constitucional do Tribunal do Júri nos casos de crimes ultraviolentos ligados a facções, conforme previsto no § 8º dessa legislação. Já o § 9º estabelece o decreto de prisão preventiva de forma automática, o que é manifestamente absurdo”, completou.


Já o presidente da Comissão de Direito Penal, Junior Moura, explicou que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), proposta pelas comissões e encaminhada pela OAB-PB ao Conselho Federal, visa questionar pontos da Lei nº 15.358/2026, que, segundo ele, contém diversos dispositivos flagrantemente inconstitucionais, em uma tentativa de reduzir a competência do Tribunal do Júri. “Por essa razão, a advocacia entende que essa lei deve ser declarada inconstitucional, por violar normas constitucionais pétreas”, afirmou.

1 comentário


Robert Gandell
Robert Gandell
há 2 dias

Reading this update on the OAB-PB’s efforts to bring the “lei antifacção” under constitutional review really highlights how complex the balance is between public security and fundamental rights. Using the Driscoll Model Of Reflection, I find myself first acknowledging what is happening: a proactive legal movement to question potential overreach. Then, thinking about what this means, it raises concerns about how broadly defined measures could impact due process and civil liberties, especially if enforcement lacks clear limits. Finally, considering what can be done, it seems crucial that institutions like the STF carefully examine both the intention and the practical consequences of such legislation. Laws aimed at tackling organized crime are important, but they must remain anchored in constitutional safeguards to…

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