Comissão da OAB-PB participa de debate sobre ensino religioso em tempos de pandemia

A Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB) debateu, na tarde dessa quarta-feira (27), o ensino religioso em tempos de pandemia junto a Direção de Gestão Curricular da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de João Pessoa, com a mediação de Saulo Gimenez, Coordenador do Fórum Diversidade Religiosa da Paraíba.

Entre outros subtemas, constou a dificuldade do ensino de uma matéria que sofre resistência em sala de aula, e agora precisa ser ministrada à distância. O debate contou com a participação externa, onde professores e pais puderam questionar os participantes e terem as suas respostas em tempo real.

De acordo com o professor Gilberto Cruz de Araújo, “a prefeitura destaca-se por usar outros veículos de comunicação, além da internet, sendo que a TV Câmara será usada como plataforma para difusão educacional, mas não destarta outros meios, como grupos de WhatsApp, Google Class, Jisti, entre outros, pois o mais importante é ter a garantia que o conhecimento chegue até o aluno, não importa qual seja a plataforma usada”, afirmou.

O professor também apresentou as medidas tomadas pela secretaria, não apenas na disciplina de ciência das religiões, mas na educação como um todo.

“Temos um canal de comunicação para que os pais e mestres possam ter atendimento psicológico também, pois o distanciamento social, apesar de necessário, tem efeitos sobre as pessoas, imagine uma família humilde, que vive em uma casa de apenas um cômodo, onde a criança tinha como único lazer o período escolar, ela pode precisar de apoio psicológico”, pontuou.

Já Saulo Gimenez reconheceu o esforço da gestão municipal em ampliar o diálogo para que os professores consigam realizar o seu trabalho, remotamente, adequando-se a realidade de cada grupo de alunos.

Para o presidente da Comissão, Franklin Soares, “saber por experiência que religião é um tema controverso também em sala de aula, e o aluno que resiste a aprender sobre um credo diverso do seu pode transferir a sua resistência para o ensino remoto, visto que ele não estará na supervisão de seu professor presencialmente”, ressaltou.

Franklin Soares encerrou a sua participação parabenizando a gestão por ampliar o apoio psicológico, e não apenas pedagógico, humanizando o ensino.

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