Comandada por paraibana, comissão da OAB avaliará estragos em Mariana pós rompimento da barragem

A presidente da Comissão Nacional de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marina Gadelha, realizará visita e reunião na região de Mariana, em Minas Gerais, na próxima sexta-feira (04), para avaliar a situação atual da cidade e da região do entorno, em decorrência do rompimento da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, que completa um ano no próximo.

A reunião da OAB acontece justamente um dia antes do primeiro aniversário da tragédia, que registrou 17 mortes e dois desaparecidos. A destruição ambiental é considerada a maior da história do país. Na ocasião, Marina terá apoio de representantes do Conselho Seccional da OAB de Minas Gerais e da Subseção de Mariana (MG).

A programação prevê visita durante a manhã em Bento Rodrigues e Paracatu; e durante a tarde, reunião da comissão, em Mariana. “A Comissão Nacional de Direito Ambiental da OAB realizará sua segunda reunião ordinária deste ano em Mariana, na véspera da data em que o maior desastre ambiental do país completará um ano. A OAB quer marcar a sua posição como uma observadora atenta do desastre e das soluções apresentadas e efetivadas até o momento. Por isso, vamos visitar as áreas atingidas e nos reunir em seguida para discutir o problema”, detalhou a presidente.

Segundo Marina, após a reunião o objetivo é produzir um relatório com as impressões da comissão. “A princípio este relatório será restrito à OAB, como subsídio para o acompanhamento do problema. Dentro da comissão, já existe um grupo de acompanhamento de desastres ambientais, coordenado pelo doutor Heroldes Bahr Neto, do Paraná. Posteriormente, outras medidas deverão ser tomadas”, afirmou Marina.

Relembre o caso – A Barragem do Fundão se rompeu por volta das 16h do dia 05 de novembro de 2015, deixando um rastro de 35 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos de mineração, que atingiram Mariana e mais sete localidades vizinhas. Mais de 1.200 pessoas ficaram desabrigadas após a tragédia. A lama se espalhou por dezenas de cidades mineiras e atingiu o Espírito Santo, chegando ao mar. Matou mais de 1000 hectares de vegetação e 11 toneladas de peixes.

A Samarco Mineradora pertence à Vale e a BHP Billiton. Algumas medidas judiciais já foram tomadas para que as empresas arquem com os danos causados ao meio ambiente e aos moradores da região, que ainda sofrem as consequências da devastação.

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